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Review: O Esquadrão Suicida

O Esquadrão Suicida, novo filme da DC Comics/Warner, chega aos cinemas no dia 5 de agosto e nós já conferimos esse grande lançamento.

Embora o primeiro filme da super equipe de vilões tenha sofrido muitas críticas no seu lançamento, em 2016, a repercussão nas bilheterias mundiais surtiu efeito, garantindo essa espécie de sequência. Desta vez, o longa é dirigido e roteirizado por James Gunn, que havia comandado os dois filmes dos Guardiões da Galáxia, na Marvel. Gunn está muito inspirado neste trabalho e sua direção é bastante criativa em vários sentidos: seja nas explosivas e excitantes cenas de ação, seja nos combates mano a mano, seja na forma divertida de apresentar os capítulos do filme ou no visual marcante que remete as boas e velhas histórias em quadrinhos.

Porém, o diretor conta também com um bom elenco para ajudá-lo. Margot Robie, novamente no papel da maluca e, agora, emancipada Arlequina, brilha naturalmente no papel. Completamente à vontade, é como se a atriz estivesse improvisando o tempo todo e, nesse filme, possui duas cenas a serem destacadas: a primeira numa noite de “amor” e, a segunda, fazendo o que faz de melhor, matar. Matar muitas pessoas! Aqui a atriz divide os holofotes com dois outros grandes destaques: Idris Elba, como o Sanguinário, e John Cena, como o Pacificador. A química entre os dois é praticamente perfeita, ambos se provocam o tempo inteiro e acabam trazendo algumas das melhores piadas do filme. Apesar de destacar esses três nomes, o elenco inteiro funciona muito bem em tela.

A história consegue trabalhar a equipe como um todo, fazendo com que você se importe com cada personagem e entenda as motivações de cada um. Diferente do filme anterior, aqui vemos o Esquadrão em uma missão totalmente por baixo dos panos, em uma trama política com várias camadas. E agora podemos também fazer menção à espetacular Amanda Waller de Viola Davis. Ainda mais imponente e detestável do que no primeiro filme, a grande atriz consegue mostrar toda a autoridade e frieza da personagem, que faz aquilo que precisa ser feito.

Ao mesmo tempo que é um filme violento, ‘O Esquadrão Suicida’ também consegue ser engraçado, divertido, “escroto” e, pasmem, emocionante. Os momentos finais trazem um toque de poesia suave, que realmente pega os espectadores desprevenidos. Sem dúvidas é um grande entretenimento que também traz discussões atuais, com um visual deslumbrante e um ritmo empolgante que te deixa grudado na cadeira do começo ao fim. Finalmente, acredito que esse filme nos mostra que a DC está encontrando sua própria forma de embalar o universo cinematográfico, abraçando não só um universo, mas um multiverso de possibilidades criativas para cada história, sem necessariamente estar preso pela obrigação de amarrar todo um contexto.

Por Thiago Ubaldo

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