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A Review To a Kill – Dê-me seu sangue Mr. Bond

Como bondmaníaco que me prezo, estou sempre antenado a qualquer notícia, produção ou curiosidade relacionadas ao mundo do agente 007, das mais banais às mais interessantes estou sempre ligado a esse universo e, vez ou outra, nos deparamos com gratas surpresas como a série da HBO Penny Dreadful, que esta recheada de ligações com a franquia da Eon Productions.

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A ligação mais óbvia encontra-se na figura do ex-James Bond, Timothy Dalton que interpreta o explorador inglês Sir Malcolm Murray, um homem que procura salvar sua filha de uma estranha criatura sobrenatural que a sequestrou. Para tanto ele conta com a ajuda paranormal de Vanessa Ives, interpretada pela ex-Bondgirl Eva Green (Cassino Royale), seu mordomo Sembene, que é o ator Danny Sapani (de Enigmas de um Crime), um jovem Dr. Victor Frankenstein na pessoa de Harry Treadaway (de Cidade das Sombras) e o cowboy estadunidense Ethan Chandler vivido por Josh Hartnett (30 Dias de Noite e Sin City).

A série aventura-se pelo mundo do terror vitoriano sem recorrer ao susto barato, investindo muito mais no suspense e profundidade da história, que apresenta além da trama central os dramas pessoais dos principais personagens, tendo espaço para que todos brilhem.

E é ai que a série cresce, com destaque absoluto para Eva Green em mais uma interpretação visceral de uma personagem atormentada pelo próprio Diabo, que deseja possui-la, mas mesmo os demais atores entregam interpretações convincentes, inclusive Josh Hartnett que não é conhecido por seus dotes de atuação.

Além destes personagens alguns outros também aparecem e tem sua importância, como o “mostro” do Dr. Frankenstein (Rory Kinnear, o Bill Tanner dos filmes de Daniel Craig como 007), a prostituta Brona Croft (Billie Piper a saudosa Rose Tyler de Doctor Who) que tem um affaire com o personagem de Hartnett, Mina Harker (Olivia Llewellyn de Os Piratas do Rock) a filha se Sr. Malcolm, Madame Kalli (Helen McCrory a Ministra de Skyfall) e também temos um deslocado Doryan Grey (Reeve Carney de A Tempestade de 2010).

A série é inspirada em um folhetim homônimo de terror que circulava na Inglaterra da Era Vitoriana em meados do séc. XIX, para quem conhece a literatura do período são reconhecíveis alguns dos personagens que foram retirados de obras do período, como os já citados Doryan Grey (O Retrato de Doryan Grey) e Mina Harker (Drácula). A fotografia, os sets e o figurino contribuem muito para a ambientação da série conferindo um tom sujo, escuro e sombrio completamente condizentes com a época histórica em que a história está inserida.

Escrita e produzida por John Logan (roteirista de Skyfall, Spectre e O Gladiador), tendo também como produtor Sam Mendes (diretor de Skyfall e Spectre), a série foi uma grata surpresa visto à qualidade da obra como um todo, conseguindo conquistar a atenção do espectador sem descambar para o pastiche, como tem acontecido com a ficção de terror atualmente.

Agora em 2015 estreou a segunda temporada da série que já começou com tudo, se ainda não viram procurem assistir a primeira temporada que com certeza tem tudo para agradá-los.

Por: Lucian Novo

Bondcast

3 Comments

  1. Lu, belo texto, parabéns. Eu sou um pouco “medrosa”, ñ gosto de séries/ filmes de terror mas estou acompanhando Penny Dreadful no Netflix mais por causa de Dalton e Green. Q dupla de atores magnífica. Dalton é um gênio, isso ñ se discute e Eva Green revela – se a cada dia uma estrela de primeira grandeza. A química entre Ives e Sir Malcolm é perfeita. E a estória é intrigante e horripilante ao mesmo tempo. Uma boa pedida p/ qquer Bond maníaco. Bjs e mais uma vez, parabéns pelo texto.

  2. Já assiti a 1ª temporada e hoje devo terminar de ver a 2ª… Uma série realmente extraordinária, uma mistura perfeita dos principais elementos do terror e da própria história da Londres Vitoriana… Uma boa pedida para os amantes do terror e de séries em geral….

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